Vigilância Sanitária

18. Mai, 2015

Vigilância Sanitária encontra coliformes fecais em pastéis no Rio

A Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro divulgou nesta segunda-feira (18) o resultado da análise em 56 das 103 amostras de recheios coletadas em 63 pastelarias da cidade desde 16 de abril. Vinte e oito dos laudos indicam recheios impróprios para o consumo.

"Os resultados foram os piores possíveis", afirmou Luis Carlos Coutinho, superintendente de Alimentos da Vigilância Sanitária Municipal do Rio. Vinte e duas amostras apresentaram presença de coliformes fecais nos alimentos. Segundo Coutinho, há registro de bactérias encontradas nas fezes de roedores e também nas de humanos. A hipótese mais provável é que, neste caso, os preparadores dos alimentos não estejam lavando a mão adequadamente depois de usarem o banheiro.

Outros laudos revelaram ainda a presença da bactéria Staphylococcus aureus, muito comum nas fossas nasais. Também do grupo Staphylococcus, outra bactéria encontrada pode revelar pasteleiros com doenças nas unhas, como a Paroníquia, popularmente conhecida como unheiro.

As amostras analisadas ainda revelam erros na conservação e no preparo dos alimentos, já que muitas dessas bactérias não sobrevivem às temperaturas muitos frias da conservação em geladeiras adequadas, tampouco às altas temperaturas de fritura ou cozimento.

A Vigilância Sanitária já interditou, parcial ou totalmente, 28 das 63 pastelarias que passaram pela análise. Além disso, 36 receberam intimação para realizar obras e melhorias estruturais, 51 receberam multas e 455 quilos de alimentos --entre carne moída, frango, requeijão, presunto e queijo-- foram inutilizados pelo órgão.

Deflagrada durante os últimos 30 dias, a operação de combate à falta de higiene nas pastelarias do Rio de Janeiro deu-se por conta do boato de que algumas pastelarias --especialmente as administradas por chineses-- poderiam estar comercializando carne de cachorro em seus pastéis, algo ilegal no país. A hipótese não foi confirmada pelo Procon-RJ, pela Vigilância Sanitária ou por qualquer outro órgão.

As autoridades sanitárias alertam a população para ficar atenta a casos de falta de higiene em pastelarias, já que, de acordo com a lei, nenhuma delas deve permanecer fechada por longo tempo.

"É importante reparar se a bancada está suja, se o uniforme do funcionário está sujo. Todos devem ficar atentos também às unhas dos cozinheiros e aos panos usados. Há panos tão sujos que mais sujam do que limpam", reforça Luis Carlos Coutinho, da Vigilância Sanitária.

Coutinho ainda lembra que vigora uma lei na cidade que obriga os donos a abrir a cozinha para a visitação dos clientes. Para denunciar as más condições de higiene, o telefone é o 1746.

28. Mai, 2015

Vigilância Sanitária interdita frigorífico clandestino em chácara de Monte Mor

Um frigorífico clandestino foi interditado em uma chácara pela Vigilância Sanitária, na noite desta quarta-feira (27), no bairro Estância das Águas, em Monte Mor (SP).
De acordo com a Guarda Municipal, no local foram encontradas cerca de meia tonelada de carne de porco armazenadas de forma irregular.
Ainda segundo a corporação e a Vigilância Sanitária, as carnes estavam em galões com água, em caixas de plástico e dentro de uma caixa d'água. Os agentes da vigilância também encontraram um tipo de forno usado para limpeza e separação do alimento.
A proprietária da chácara, Rosimeire Gonçalves Mantoani, prestou depoimento na delegacia e informou que não possui empresa no local. "Eu não tenho uma firma neste local, meu comércio é todo em São Paulo.
Para a vigilância tudo é inadequado, se eles entrarem em uma padaria e ver que o pãozinho está torto pode ser inadequado. Eu tenho certeza que onde eu trabalho tem higiene", afirmou a proprietária em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
Vigilância interdita chácara que mantinha uma tonelada de carne porco em Monte Mor, SP (Foto: Reprodução/ EPTV)
Vigilância interdita chácara que mantinha uma
tonelada de carne Foto: Reprodução/ EPTV)
Porém, a Vigilância Sanitária informou que a proprietária do local não tem nenhum tipo de permissão para produção e não tem álvara para comercializar esses produtos.
Sem atender as condições de higiene básicas, as geladeiras e a chácara foram lacradas e interditadas. As carnes ficaram dentro da câmera fria, também fechada pela vigilância.
Uma equipe da vigilância deve voltar a chácara na manhã desta quinta-feira (28) para coletar amostras da carne encontrada. Uma análise será feita para ver se o alimento ainda está em condições de consumo.